Arthur Schopenhauer
Filósofo alemão, conhecido por sua obra 'O Mundo como Vontade e Representação'. Influenciou profundamente a filosofia, a psicologia e as artes.
"Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo."
Citações de Arthur Schopenhauer
Nove décimos da nossa felicidade dependem da saúde
Nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Com ela, tudo se transforma em fonte de prazer.
Uma prova grandiosa da subjetividade deplorável dos homens, em decorrência da qual eles referem tudo a si mesmos e de todo pensamento retrocedem imediata e diretamente a si, nos é fornecida pela astrologia, que relaciona o curso dos grandes corpos celestes ao indivíduo mesquinho, bem como os cometas no céu às querelas e trapaças terrenas.
Assim como a leitura, a mera experiência não pode substituir o pensamento. A pura empiria está para o pensamento como o ato de comer está para a digestão e a assimilação. Quando a experiência se vangloria de que somente ela, por meio de suas descobertas, fez progredir o saber humano, é como se a boca quisesse se gabar por sustentar sozinha a existência do corpo.
O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.
As causas não determinam o carácter da pessoa, mas apenas a manifestação desse carácter, ou seja, as ações.
O que é a modéstia senão uma humildade hipócrita por meio da qual, num mundo infestado de vil inveja, um homem procura implorar perdão por suas virtudes e seus méritos àqueles que não têm nenhum ? Pois quem não se atribui nenhum mérito porque não tem nenhum não é modesto, mas meramente honesto.
Tudo o que existe e acontece para o homem existe imediatamente apenas em sua consciência e acontece para ela; logo, manifestamente, é a qualidade da consciência a ser primeiramente essencial e, na maior parte das vezes, tudo depende, mais dela do que das figuras que nela se expõem.
Em verdade, a manhã é a juventude do dia. Nela, tudo é jovial, fresco e leve, sentimo-nos fortes e temos todas as nossas capacidades à inteira disposição. (...) Por outro lado, a noite é a velhice do dia: à noite ficamos abatidos, faladores e levianos. Todo dia é uma pequena vida: o acordar é o nascimento, concluído pelo sono como morte.
Como símbolo da ousadia e da impertinência, dever-se-ia escolher a mosca. Pois, enquanto todos os animais temem o homem mais do que tudo e voam antes mesmo que este se aproxime, a mosca pousa em seu nariz.
Não permitir a manifestação de grande júbilo ou grande lamento com relação a algum acontecimento, uma vez que a mutabilidade de todas as coisas pode transformá-lo completamente de um instante para o outro e também porque o nosso juízo a respeito do que nos é propício ou desvantajoso é muito ilusório.
A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes à nossa amada. Só que longe dos olhos, longe do coração! O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casamos com ela.
Há pessoas, de fato muitas, que se riem disso [das queixas a respeito da poluição sonora], porque são insensíveis ao barulho - são, contudo, justamente aquelas que também são insensíveis a razões, a pensamentos, a poesias e a obras de arte, em suma: em relação a qualquer tipo de estímulos ao espírito. Isso é devido à dura constituição e à textura maciça de sua massa cerebral.
Em verdade, a manhã é a juventude do dia. Nela, tudo é jovial, fresco e leve, sentimo-nos fortes e temos todas as nossas capacidades à inteira disposição. (...) Por outro lado, a noite é a velhice do dia: à noite ficamos abatidos, faladores e levianos. Todo dia é uma pequena vida: o acordar é o nascimento, concluído pelo sono como morte.
Decepção contínua e desilusão, bem como a natureza geral da vida, apresentam-se como previsto e calculado para despertar a convicção de que nada vale nossos esforços, nossos esforços e nossas lutas, que todas as coisas boas estão vazias e fugazes, que o mundo em todos os lados está falido, e que a vida é um negócio que não cobre os custos.
Em verdade, a manhã é a juventude do dia. Nela, tudo é jovial, fresco e leve, sentimo-nos fortes e temos todas as nossas capacidades à inteira disposição. (...) Por outro lado, a noite é a velhice do dia: à noite ficamos abatidos, faladores e levianos. Todo dia é uma pequena vida: o acordar é o nascimento, concluído pelo sono como morte.
Quando ouço música, a minha imaginação compraz-se muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, de que cada morte é o despertar.
A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.
Há pessoas, de fato muitas, que se riem disso [das queixas a respeito da poluição sonora], porque são insensíveis ao barulho - são, contudo, justamente aquelas que também são insensíveis a razões, a pensamentos, a poesias e a obras de arte, em suma: em relação a qualquer tipo de estímulos ao espírito. Isso é devido à dura constituição e à textura maciça de sua massa cerebral.
Se a solidão e o ermo não deixam sentir a um só tempo todos os seus males, pelo menos permitem abarcá-los como um só olhar. A sociedade, ao contrário, é insidiosa: oculta males enormes, com frequência incuráveis, por trás da aparência dos passatempos, das conversas, dos divertimentos sociais e coisas semelhantes. Um dos principais estudos da juventude deveria ser o de aprender a suportar a solidão, porque esta é uma fonte de felicidade, de tranquilidade de ânimo.
Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a 'informação', não a 'instrução'. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experiências, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero 'meio' para instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma, no entanto é uma maneira de pensar que caracteriza uma cabeça filosófica.
Assim como a leitura, a mera experiência não pode substituir o pensamento. A pura empiria está para o pensamento como o ato de comer está para a digestão e a assimilação. Quando a experiência se vangloria de que somente ela, por meio de suas descobertas, fez progredir o saber humano, é como se a boca quisesse se gabar por sustentar sozinha a existência do corpo.
Decepção contínua e desilusão, bem como a natureza geral da vida, apresentam-se como previsto e calculado para despertar a convicção de que nada vale nossos esforços, nossos esforços e nossas lutas, que todas as coisas boas estão vazias e fugazes, que o mundo em todos os lados está falido, e que a vida é um negócio que não cobre os custos.
Devemos abster-nos, na conversação, de observações críticas, mesmo que sejam as mais bem intencionadas, pois magoar as pessoas é fácil, se não impossível, é melhorá-las.
Sabemos que, do ponto de vista gramatical, quanto mais antigas as línguas, mais perfeitas elas são, e pouco a pouco ocorre uma piora - partindo da elevação do sânscrito até a baixeza do jargão do inglês, esse traje mal-remendado de pensamento, feito com retalhos de tecidos heterogêneos.
O homem pode fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer.
A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter.
A vida oscila como um pêndulo entre a dor e o tédio.
Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo.
O que é a modéstia senão uma humildade hipócrita por meio da qual, num mundo infestado de vil inveja, um homem procura implorar perdão por suas virtudes e seus méritos àqueles que não têm nenhum ? Pois quem não se atribui nenhum mérito porque não tem nenhum não é modesto, mas meramente honesto.
Em quase todos os tempos, tanto na arte quanto na literatura, entra em voga e é admirada alguma noção fundamental falsa, ou um modo falso de se expressar, ou um maneirismo qualquer. As cabeças triviais se esforçam ardentemente para se apropriar de tal noção e exercitar tal modo. O homem inteligente reconhece e despreza essas coisas, permanecendo fora de moda.
A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.
Uma prova grandiosa da subjetividade deplorável dos homens, em decorrência da qual eles referem tudo a si mesmos e de todo pensamento retrocedem imediata e diretamente a si, nos é fornecida pela astrologia, que relaciona o curso dos grandes corpos celestes ao indivíduo mesquinho, bem como os cometas no céu às querelas e trapaças terrenas.
Tudo na vida demonstra que a felicidade terrena é destinada a ser reconhecida como malograda ou como uma ilusão.
Sentimos a dor mas não a sua ausência.
Devemos considerar a vida como uma mentira contínua, tanto nas coisas pequenas como nas grandes. Prometeu? Não cumpre a promessa, a não ser para mostrar quanto o desejo era pouco desejável: tão depressa é a esperança que nos ilude, como a coisa com que contávamos. — Se nos deu, foi só para nos tornar a tirar. A magia da distância apresenta-nos paraísos que desaparecem como visões logo que nos deixamos seduzir.
Cada um está preso á sua própria consciência como a própria pele, e vive imediatamente apenas nela.
