Passar dos fantasmas da fé para os espectros da razão é somente ser mudado de cela.
Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjectividade." Bernardo Soares (no Livro do Desassossego)
A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes à nossa amada. Só que longe dos olhos, longe do coração! O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casamos com ela.
Muitos me chamaram de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades.
Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos.
Mas, minha pobre Júlia, és ainda muito moça, muito frágil, muito delicada para suportares os pesares e as lidas do casamento. D'Aiglemont foi mimado pelos parentes, assim como tu o foste por tua mãe e por mim. Como esperar que ambos possam entender-se com vontades diferentes cujas tiranias serão inconciliáveis Serás vítima ou tirana. Ambas as alternativas trazem soma igual de infelicidade a vida de uma mulher. Mas és meiga e modesta, serás a primeira a submeter-te.
E apesar de tudo, Swann sentia-se feliz em ver que, se dentre todos os mortais era o único que não tinha o direito de ir naquele dia a Pierrefonds, era por ser ele, para Odette, alguém muito diferente dos outros, o seu amante, e aquela restrição particular ao direito universal de livre circulação não passva de uma das formas daquela escravatura, daquele amor que lhe era tão caro.
Como os diferentes acasos que nos põem em presença de certas pessoas não coincidem com o tempo em que nós as amamos, mas, ultrapassando-o, podem suceder antes que ele comece e repetir-se depois que findou, as primeiras aparições que faz em nossa vida um ser destinado a agradar-nos mais tarde, assumem retrospecivamente para nós um valor de advertência, de presságio.
Ainda assim, mesmo do ponte de vista da simples quantidade, em nossa vida os dias não são iguais. Os dias, os temperamentos um pouco nervosos, como era o meu, dispõem de automóveis, de “velocidade” diferentes. Há dias acidentados e a gente leva um tempo infinito a transpor, e dias em declive que se deixa a toda velocidade cantando.
É o erro peculiar e perpétuo do intelecto humano ser mais movido e excitado por afirmativas do que por negativas, ao passo que deveria manter-se indiferentemente disposto a ambos
De fato, o modo como vivemos é tão diferente daquele como deveríamos viver, que quem despreza o que se faz e se atém ao que deveria ser feito aprenderá a maneira de se arruinar, e não a defender-se. Quem quiser praticar sempre a bondade em tudo o que faz está fadado a sofrer, entre tantos que não são bons." [1]
Admito francamente que a lembrança de David Hume foi exatamente o que, muitos anos atrás, interrompeu meu sono dogmático e deu uma direção completamente diferente às minhas pesquisas no campo da filosofia especulativa
Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diferentes maneiras, trata-se, entretanto, de transformá-lo."[http://criticadaeconomia.com.br/a-reviravolta-da-praxis/ A Reviravolta Da Praxis]
Não creio nas constituições nem nas leis, a mais perfeita constituição não conseguiria me satisfazer. Necessitamos de algo diferente: inspiração, vida, um mundo sem leis, portanto, livre
As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo? Onde está o motivo para as brigas?
A vida me ensinou... A dizer adeus às pessoas que amo, sem tira-las do meu coração. Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostra-las que sou diferente do que elas pensam (...)
Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes.
O pior pecado contra nosso semelhante não é o de odiá-los, mas de ser indiferentes para com eles.
A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente
A Liberdade é quase sempre, exclusivamente a liberdade de quem pensa diferente de nós.
Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes.
Viverá a mais bela das vidas se fores indiferente às coisas indiferentes
O mundo é regido por personagens muito diferentes do que é imaginado por aqueles que não estão nos bastidores.
Ficar em pé e provar a existência de Deus é bem diferente de ficar de joelhos e agradecê-Lo.
Aqui em baixo tudo é sem importância. Suspeitava disso há muito tempo, mas adquiri de súbito a certeza plena e completa, senti bruscamente que me seria indiferente que o mundo existisse ou que nada houvesse em parte alguma. comecei a perceber e a sentir que, no fundo, nada mais existia para mim. Percebi nesse momento que nada existia anteriormente, ou antes, que nunca haveria nada. Parei então de me irritar com os homens e acabei quase não os notando mais.
A falta de originalidade existem em toda parte, em todo mundo, desde que o mundo é mundo sempre foi considerada a primeira qualidade e a melhor recomendação do homem de ação e prático, pelo menos noventa e nove de cada cem pessoas sempre sustentavam essas ideias e só uma em cada cem via sempre e continua a ver a coisa de modo diferente. Os inventores e os gênios, no início de sua trajetória (e muitas vezes no final), não eram vistos quase sempre pela sociedade senão como imbecis.
A tua beleza submerge-me, submerge o mais fundo de mim. E quando a tua beleza me queima, dissolvo-me como nunca, perante um homem, me dissolvera. De entre os homens eu era a diferente, era eu própria, mas em ti vejo a parte de mim que és tu. Sinto-te em mim. Sinto a minha própria voz tornar-se mais grave como se te tivesse bebido, como se cada parcela da nossa semelhança estivesse soldada pelo fogo e a fissura não fosse detectável.
Depois do divórcio dos meus pais, sentia um forte ressentimento em relação a eles porque não tinham sido capazes de resolver os seus problemas. Na escola comecei a sentir-me diferente das outras crianças; tinha-me convencido que valia menos do que elas, porque elas tinham uma família ao passo que eu já não a tinha. Isolava-me cada vez mais... e esta situação tornou-se definitiva por volta dos onze-doze anos.
No Liceu, o corpo estudantil dividia-se em três categorias diferentes: rapazes e raparigas "marronas", super-fêmeas "raparigas pon-pon", e super-machos "megadesportistas". A primeira categoria fazia-me tristeza e as outras duas odiava-as com todo o meu coração.
No liceu eu era o bode expiatório. Mas não naquele sentido em que estivessem sempre a meter-se comigo. Não implicavam comigo nem me batiam a dada altura, porque, eu já vivia num grande isolamento. Era tão anti-social que raiava a demência. Sentia-me tão diferente e louco que as pessoas deixavam-me em paz. Não me admirava nada se, me considerassem o tipo mais provavelmente capaz de matar alguém no baile do liceu.
