Jean-Paul Sartre
Filósofo, escritor e dramaturgo francês, principal representante do existencialismo. Recusou o Nobel de Literatura em 1964 por coerência com seus princípios.
"O homem está condenado a ser livre."
Citações de Jean-Paul Sartre
Somos separados das coisas por nada, apenas por nossa liberdade; é ela que faz que haja coisas com toda sua indiferença, sua imprevisibilidade e sua adversidade, e que nós sejamos inelutavelmente separados delas, pois é sobre um fundo de nadificação que elas aparecem e que se revelam como ligadas umas às outras.
Ora, na verdade, para o existencialista, não existe amor senão aquele que se constrói; não há possibilidade de amor senão a que se manifesta num amor;
A violência, seja qual for a maneira como se manifesta, é sempre uma derrota.
O homem é condenado a ser livre.
O desamparo implica que somos nós mesmos que escolhemos o nosso ser. Desamparo e angústia caminham juntos.
Mas eu, há pouco, fiz a experiência do absoluto: o absoluto ou o absurdo. (...) Eu não estava surpreso, sabia que era o Mundo, o Mundo em sua nudez que se mostrava repentinamente, e eu sufocava de cólera contra esse grande ser absurdo.
O homem está condenado a ser livre.
A existência precede a essência.
Somos nossas escolhas.
O inferno são os outros.
A vergonha é vergonha de si, ela é reconhecimento de que eu realmente sou esse objeto que o outro olha e julga. Só posso Ter vergonha de minha liberdade enquanto ela me escapa para tornar-se objeto dado.
Eu estou condenado a ser livre.
O inferno são os outros.
Quanto mais areia escorreu no relógio de nossa vida, mais claramente deveríamos ver através do vidro.
Eu sou responsável por tudo, salvo por minha própria responsabilidade, porque eu não sou o fundamento de meu ser.
Não posso dizer que me sinta aliviado nem contente; ao contrário, me sinto esmagado. Só que meu objetivo foi atingido: sei o que desejava saber; compreendi tudo o que me aconteceu a partir do mês de janeiro. A Náusea não me abandonou e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu.
O ser da consciência não coincide consigo mesmo em uma adequação plena. (...) A característica da consciência é que ela é uma decompressão do ser. É impossível, com efeito, defini-la como coincidência consigo própria. Desta mesa, posso dizer que ela é pura e simplesmente esta mesa. Mas de minha crença (por exemplo), não me posso limitar a dizer que é crença: minha crença é consciência (de) crença.
Tu és metade vítima, metade cúmplice, como todos os outros.
É melhor vencermos a nós mesmos do que ao mundo.
E são estas duas idéias - difíceis, reconheço: o homem é livre - o homem é o ser pelo qual o homem se torna objeto - que definem o nosso estatuto presente e permitem compreender a opressão.
O importante não é o que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.
A existência precede e comanda a essência.
Quando sou visto, tenho, de repente, consciência de mim enquanto escapo a mim mesmo, não enquanto sou o fundamento de meu próprio nada, mas enquanto tenho o meu fundamento fora de mim. Só sou para mim como pura devolução ao outro.
A consciência é um ser que, em seu ser, é consciência do nada de seu ser.
O ser da consciência não coincide consigo mesmo em uma adequação plena. (...) A característica da consciência é que ela é uma decompressão do ser. É impossível, com efeito, defini-la como coincidência consigo própria. Desta mesa, posso dizer que ela é pura e simplesmente esta mesa. Mas de minha crença (por exemplo), não me posso limitar a dizer que é crença: minha crença é consciência (de) crença.
O para-si é responsável em seu ser por sua relação com o em-si ou, se se preferir, ela se produz originariamente sobre o fundamento de uma relação com o em-si. (...) (A consciência é) um ser para o qual se trata, em seu ser, do problema de seu ser enquanto esse ser implica um ser outro que não ele.
E são estas duas idéias - difíceis, reconheço: o homem é livre - o homem é o ser pelo qual o homem se torna objeto - que definem o nosso estatuto presente e permitem compreender a opressão.
A vergonha é vergonha de si, ela é reconhecimento de que eu realmente sou esse objeto que o outro olha e julga. Só posso Ter vergonha de minha liberdade enquanto ela me escapa para tornar-se objeto dado.
Somos separados das coisas por nada, apenas por nossa liberdade; é ela que faz que haja coisas com toda sua indiferença, sua imprevisibilidade e sua adversidade, e que nós sejamos inelutavelmente separados delas, pois é sobre um fundo de nadificação que elas aparecem e que se revelam como ligadas umas às outras.
Viver é isso: ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências.
