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Guimarães Rosa

Escritor, diplomata e médico brasileiro, autor de 'Grande Sertão: Veredas', considerado uma das obras-primas da literatura brasileira. Revolucionou a linguagem literária do país.

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, em 1908, e é considerado um dos maiores escritores da língua portuguesa de todos os tempos. Formou-se em Medicina pela Universidade de Minas Gerais em 1930 e exerceu a profissão no interior mineiro antes de ingressar na carreira diplomática, onde serviu em Hamburgo, Bogotá e Paris. Sua estreia literária com "Sagarana" (1946) já revelava a revolução linguística que se tornaria sua marca: uma prosa que funde erudição, neologismos, arcaísmos, fala sertaneja e invenção pura para criar uma língua inteiramente nova. Com "Grande Sertão: Veredas" (1956), produziu aquela que muitos consideram a maior obra da literatura brasileira — um monólogo épico de Riobaldo, jagunço do sertão, que narra sua vida entre o amor proibido por Diadorim e o pacto com o diabo. A obra reinventou o romance brasileiro, dissolvendo fronteiras entre prosa e poesia, regional e universal, filosofia e narrativa popular. "Primeiras Estórias" (1962) trouxe contos de uma delicadeza extraordinária, como "A Terceira Margem do Rio", que se tornou um dos textos mais estudados da literatura brasileira. Rosa foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1963, mas só tomou posse em novembro de 1967 — três dias antes de falecer, como se pressentisse que a cerimônia seria sua despedida. Sua obra continua a desafiar e encantar leitores, tradutores e estudiosos do mundo inteiro.

60 frases | Brasileiro | 1908–1967 | Escritor
Frase em Destaque

"Viver é muito perigoso. Porque aprender a viver é que é o viver mesmo."

Guimarães Rosa
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Citações de Guimarães Rosa

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Não tenho tempo de ter medo. Estou muito ocupado.

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O animal satisfeito dorme, o homem satisfeito pensa.

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O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa.

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Felicidade se acha é em horinhas de descuido.

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Viver é muito perigoso. Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal.

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Conto o que fui e vi, no levantar do dia. Auroras.

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E Miguilim mesmo se achava diferente de todos. Ao vago, dava a mesma idéia de uma vez, em que, muito pequeno, tinha dormido de dia, fora de seu costume - quando acordou, sentiu o existir do mundo em hora estranha, e perguntou assustado: — 'Uai, Mãe, hoje já é amanhã?!

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Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do macio do meio do fel do desespero. Ao que, este mundo é muito misturado.

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Vida" é noção que a gente completa seguida assim, mas só por lei duma idéia falsa. Cada dia é um dia.

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A saudade é o amor que fica.

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O senhor não esteve lá. O senhor não escutou, em cada anoitecer, a lugúmem do canto da mãe-da-lua. O senhor não pode estabelecer em sua ideia a minha tristeza quinhoã. Até os pássaros, consoante os lugares, vão sendo muito diferentes. Ou são os tempos, travessia da gente?

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E Miguilim mesmo se achava diferente de todos. Ao vago, dava a mesma idéia de uma vez, em que, muito pequeno, tinha dormido de dia, fora de seu costume - quando acordou, sentiu o existir do mundo em hora estranha, e perguntou assustado: — 'Uai, Mãe, hoje já é amanhã?!

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O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

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Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.

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Ele é um ícone da língua portuguesa, inventa o idioma ao mesmo tempo que constrói seus personagens. Não cheguei a ter dúvidas. Ela faz parte da minha vida pessoal. Guimarães Rosa é um profundo conhecedor da alma humana e o livro tem um diálogo com a morte, a coragem, os desejos. Algo que te dá mais intimidade contigo mesmo

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O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

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Viver é muito perigoso. Porque aprender a viver é que é o viver mesmo.

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Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.

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O homem nasce para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita.

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A saudade é o revés de um parto. É arrumar o quarto para o filho que já morreu.

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O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.

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Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.

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Viver é perigoso. Porque ainda não se morreu.

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Viver é afinar um instrumento, de dentro para fora, de fora para dentro.

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Viver não cabe em explicação.

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Viver é rasgar-se e remendar-se.

Livros

Obras de Guimarães Rosa

Conheça os livros que deram origem às frases mais marcantes deste autor.