Caio Fernando Abreu
Escritor e jornalista brasileiro, reconhecido por sua prosa intimista e sensível. Autor de obras como 'Morangos Mofados' e 'Onde Andará Dulce Veiga?'.
Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu em 12 de setembro de 1948, em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul. Desde a adolescência, demonstrou talento literário e mudou-se para Porto Alegre, onde estudou Letras e Artes Dramáticas na UFRGS. Participou da equipe da revista 'Claudia' e do 'Correio do Povo', consolidando-se também como jornalista. Sua obra literária é marcada pela intensidade emocional, pela prosa poética e pela exploração de temas como amor, solidão, sexualidade e a busca por conexão humana em tempos de repressão. 'Morangos Mofados' (1982), sua coletânea de contos mais celebrada, captura a angústia e a esperança de uma geração que viveu sob a ditadura militar. Outros livros importantes incluem 'Onde Andará Dulce Veiga?' (1990), 'Ovelhas Negras' (1995) e 'Pequenas Epifanias' (publicação póstuma). Caio viveu intensamente, morando em São Paulo, Rio de Janeiro, Londres e Estocolmo. Foi uma voz corajosa da comunidade LGBTQ+ em uma época de preconceito generalizado. Em 1994, foi diagnosticado com AIDS, doença sobre a qual escreveu com franqueza e dignidade. Faleceu em 25 de fevereiro de 1996, em Porto Alegre, aos 47 anos. Suas frases tocam profundamente porque nascem de uma honestidade emocional radical. Caio escrevia sobre as feridas da alma com uma delicadeza que transforma dor em beleza, tornando-se um dos autores mais queridos e citados pelo público jovem brasileiro.
"O amor, quando é amor, nunca é devagarinho: ele vem numa velocidade de luz, acende tudo e queima."
Citações de Caio Fernando Abreu
Amizade é quando você não faz questão de ser compreendido. Basta que se sinta aceito.
Que bom seria se a gente pudesse morar dentro de uma canção, principalmente naqueles dias em que a gente não cabe em si de tão feliz.
O amor, quando é amor, nunca é devagarinho: ele vem numa velocidade de luz, acende tudo e queima.
Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?
Viva! Ame! Seja feliz! Mas, viva de verdade. Ame de verdade. E seja realmente feliz.
Não há nada de errado em recomeçar. Você tem essa chance todos os dias.
O silêncio de quem você esperava palavras é a maior das decepções.
Decepção é descobrir que o amor que você sentia não era correspondido da mesma forma.
Não há decepção maior do que descobrir que você estava sozinho o tempo todo.
Tem gente que eu tiro da minha vida e coloco no arquivo de 'pessoas que existiram
O amor, quando é amor, nunca é devagarinho: ele vem numa velocidade de luz, acende tudo e queima.
Eu queria te dizer com todas as palavras. Mas as palavras que me ocorrem não são todas. Falta alguma que me trava a boca, pesa sobre a língua e some feito bolha.
E quando eu te encontrei, foi como se de repente todos os exílios tivessem acabado.
Me abraça que eu preciso de carinho. Me abraça porque já não sei viver sem o teu calor.
Cada vez que olho para ti, me apaixono de novo.
Eu não sei dizer adeus. Toda despedida em mim vira saudade antes mesmo de acontecer.
O segredo é não ter medo de recomeçar.
A solidão é a dor mais elegante que existe.
Sofrer é acreditar que ainda há algo a perder.
Há feridas que sangram eternamente por dentro.
Há dias em que a tristeza é tão pesada que mal consigo respirar.
Há feridas que cicatrizam por fora, mas sangram para sempre por dentro.
